terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Série PRN-1

Em cima da colina existe uma casa
Um homem sentado brinda sem taça
É cercado de verde, verdade, idade
Acordado sente a mesma totalidade

Fechar os olhos pode ser fatal
Quando escurece sem madeira e sal
Os fantasmas trazem a dúvida
Que sobe o morro com sol ou chuva

O homem já esqueceu de seus brindes
Cerrando os olhos toma seus drinks
Ao pôr do sol a dúvida chega e se hospeda
Triste entrega seus planos e tudo que carrega

A casa da colina percebeu os olhos fechados
Era um dia qualquer de pisos manchados
Mostrou ao homem o segredo der alta e só
Desprendeu a certeza que guardava em meio ao pó

Como uma suave brisa do mar ela se espalhou
A certeza antes presa, espaço enfim encontrou
Os olhos do homem de espanto e alegria saltaram
E certamente nunca mais fecharam

sábado, 2 de janeiro de 2010

2010

Estamos em 2010, a mudança de um ano pra outro sempre foi tão estranha pra mim, num dia estamos em 2009 então escurece ouvimos fogos e pronto agora estamos em 2010 uau. Posso continuar a expor todas lacunas que se abrem na minha mente nessa época, mas acho mais interessante o outro lado. Aquela parte que a gente entende, sente, come, compartilha. Passando a virada com amigos ouvindo músicas franco-germânicas ( eu vou pegar o Zé Dirceu) rs, reparei que naquele momento estávamos "no mesmo barco" nessa maré do tempo que independe da nossa vontade para prosseguir. Desejando coisas boas e tomando um pouco de chuva, ouço os brindes : que encaremos com coragem e bom humor cada onda mais forte que aparecer, que aproveitemos as marolas pra descansar, os tsunamis pra nos inspirar, que não temamos os possíveis balanços nesse barco, que nós sigamos juntos, que desejemos muito, e que continuemos a cada fim de ano esperar mais e mais do seguinte. Esperança, esperar, aguardar, ter fé... Na verdade não sabemos o que nos aguarda, e eu particularmente não faço muita questão de saber, são caminhos pra depois, escolhas do futuro, essa é a parte do ano que estamos nos acostumando a viver o futuro de ontem, é tudo mesmo bem rápido, mas vamos nutrir nossos desejos plantados com bastante amor e ter fé que vai dar certo, afinal, deve ser pra lembra disso que serve trocar de ano, pra não deixar a esperança enfraquecer.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

pras bandas de lá

Eu vou abandonar
Deixo o mundo velho por aqui
Não quero mais viver correndo assim
Sem tempo pra viver
Vi que é melhor calar que falar
Mas é cada uma que tenho que escutar
No momento, não estou
Mas deixe o nome após o sinal

Que eu tô pras bandas de lá
Fui viajar pra ver o Sol morrendo no mar

Que eu tô pras bandas de lá
Fui viajar pra ver o Sol morrendo no mar

Não tenho pressa
Nem me interessa
Quanto tempo vou levar
Não vou me permitir
Finjir que tô legal sem tá
Quanta social
É tanta ambição
Pra conseguir o que se quer
Perder, ganhar, isso não me vale
Prefiro mil vezes

Ir pras bandas de lá
Fui viajar pra ver o Sol morrendo no mar

Que eu tô pras bandas de lá
Fui viajar pra ver o Sol morrendo no mar (x3)

Eu vou abandonar
Deixo o mundo velho por aqui
Não quero mais viver correndo assim
Sem tempo pra viver
Vi que é melhor calar que falar
Mas é cada uma que tenho que escutar
No momento, eu não estou
Mas deixe o nome após o sinal

Que eu tô pras bandas de lá
Fui viajar e desliguei o celular

Que eu tô pras bandas de lá
Fui viajar pra ver o Sol morrendo no mar

Não tenho pressa
Nem me interessa
Quanto tempo vou levar
Não vou me permitir
Finjir que tô legal sem tá
Quanta social
É tanta ambição
Pra conseguir o que se quer
Perder, ganhar, isso não me vale
Prefiro mil vezes

Ir pras bandas de lá
Fui viajar pra ver o Sol morrendo no mar

Que eu tô pras bandas de lá
Fui viajar pra ver o Sol morrendo no mar

Ninguém vai me encontrar
Fui viajar pra ver o Sol morrendo no mar

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Festa de hj

22 anos, claro que vou! Posso estar com a cabeça cheia de problemas, o corpo moído, não beber nada, mas eu estou lá. 28/12 dia desde sempre marcado nas agendas e calendários de casa, dia do aniversário da Carolina, mais um ano de vida para minha irmã!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Onde?

Hoje logo qndo acordei me lembrei de uma conversa boba que tive com um amigo que fazia natação comigo, isso a mil anos atrás, nós íamos e voltávamos juntos além das conversinhas paralelas durante as aulas, eramos bem próximos e certa vez eu perguntei "pra você qm é que sou eu?" (Marina em seus recém completados 12 anos já iniciava suas questões existenciais) não lembro muito bem as palavras que usou mas era algo como "você tenta ao máximo se fazer de desentendida dos assuntos mas acho que está sempre um passo a frente, não gosta de ser o centro das atenções mas gosta de estar perto de qm é, é difícil te acompanhar, não é seu ritmo nadando rs, é como você mudasse de opinião mó rápido mas nunca deixasse de lado suas convicções." Não sei pq isso me veio à mente, onde esse meu amigo está? Fiquei pensando, caso encontrasse esse amigo, será que ele me reconheceria, meu jeito, minhas idéias parecem que continuam as mesmas.
Sinto como as mudanças não foram realmente transformadoras e sim descobertas ou acréscimos a esse meu eu já estava formado.
Parecido com a conclusão que cheguei respondendo àquelas perguntas chatas de parentes que se pensam ser interessados ao perguntarem "ai Marina, e essa sua faculdade hein!? Com esse curso você vai trabalhar aonde? Tem bastante área de trabalho? Vai ser professora?" Minha vontade era de dar uma resposta bem torta "Estudo por hobby, não penso em trabalhar." Me fez lembrar do que eu pensava em trabalhar qndo mais nova, Gestão de Políticas Públicas Culturais, e me surpreendi. Continuo querendo trabalhar com isso! Era como se antes eu tivesse todas as respostas, perdi-as pelo caminho e agora me deparo com a surpresa, elas continuam aqui.
E eu que sabia de tudo me vejo correr atrás de respostas que circulavam por mim e de repente não estão mais aqui.

ão ão ão é a Brunetsón em Ribeirão

Digno comentar sobre a passagem de Brunna por Ribeirão, ao longo do ano prometendo sua vista eis que nesse domingo que estava de cara fechada ela aparece por essas terras. Sem estar acompanhada do amigo de aluguel que preferiu outra diversão chegou pontualmente no destino e após 10 min. já conhecia os principais pontos da cidade, indo ao bar onde tudo é permitido escutou algumas histórias particulares que até eu mesma já havia esquecido, bom ter velhos amigos, de passagem foi a um sarau que lhe agradou e me fez ter algumas idéias. Ela veio à minha casa! Coitada, a maior bagunça do mundo estava nos esperando, falei bem sobre um risoto de camarão que na verdade estava a maior gororoba, tadinha, comeu 2 vezes rs.. Deu umas risadas com minha sobrinha e tocou a Chica ( sua gaita preta), a chuva impediu boas fotos mas não boas lembranças.
Obrigada pelo dia de hoje!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Para animar a festa

Hoje no caminho pro show do Jorge Benjor e a Banda do Zé Pretinho (INCRÍVEL) fui conversando no ônibus com um moço que certa hora disse "recomendo a qualquer um, ir num show por mês". Na hora dei uma risadinha meio sem graça, e agora nesse momento que escrevo posso dizer: recomendo a qualquer um, vá aos shows!
Nem sei mais a quanto tempo estou trabalhando sem folga, dormindo tarde e acordando cedo, sem tempo nem de gastar o dinheiro, sem ver minha família e meus amigos direito, precisando trocar energias. Nem sou a maior fã do mundo do Benjor, conheço só as mais famosinhas, mas ao vivo, frente a frente, aquela animação, amigos, vibe incrível. Compensa todo o role pra chegar em itaquera depois do trabalho.
O fim do ano taí, esse ano melhor do que o ano cruel que foi ano passado ( o que não precisou de muito esforço), fazendo minhas coisas sem aquela pressa que costumava me acompanhar.
O que importa por hoje é a lembrança boa de uma tarde ensolarada no sesc sorrindo e ouvindo Jorge Ben, minha troca de energia mensal.